A Margarida Flores e Filmes (Grupo INK) é a responsável pela produção do novo comercial de companhia norte-americana Adobe, ao lado do diretor e designer gráfico Cisma. A peça, intitulada “Le Sens Propre” (“O sentido próprio”), foi criada para a Goodby Silverstein San Francisco, uma das mais consagradas agências do mundo, ganhadora por dois anos consecutivos do Innovative Advertising Award.
O filme conta a história de uma menina que anseia sair de seu quarto e ir brincar com os amigos, mas está doente de tanto comer os doces da sua festa de aniversário. A peça é inspirada nas obras surrealistas do pintor belga René Magritte, conhecido mundialmente por criar imagens oníricas, abusando de guarda-chuvas, chapéus e demais objetos que fazem parte do cotidiano. A referência ao pintor pode ser observada em várias cenas, como quando a menina, ao amarrar seus sapatos, dá um nó em seus dedos e corre para a mãe desatar, ou quando uma delicada rosquinha se transforma em meias.
O trabalho para a Adobe preza pelo aspecto autoral, com um briefing 98% livre para se desenvolver o roteiro – os 2% restantes correspondem à exigência em se trabalhar utilizando somente produtos da marca. O filme foi todo realizado em composição em aftereffects, utilizando-se técnicas como stop motion e efeitos em câmera.
font: clickmarketing
Assista do vídeo: http://videolog.uol.com.br/video.php?id=434992
Achei o comercial muito interessante, principalmente a forma como eles usam o lúdico a imagetica dos sonhos. Pesso que vocês, estudantes ou profissionais da área, observassem a estratégia que a produtora Margarida Flores e Filmes adotou.
- Eles usam apenas 2% do vídeo para mostrar a marca.
- Fazem referência o tempo todo ao importante pintor surrealista belga René Magritte. Deixando claro a importância das referências bibliográficas na hora de dirigir uma campanha desse porte.
Fica a pergunta: Não seria um pouco de relaxo da ADOBE deixar apenas 2% do vídeo de quase 4min para mostrar a marca? Será que esse tipo de estratégia beneficia a fixação da marca diante do público? O discurso encontrado pela produtora, usando o lúdico onírico para falar de tecnologia é a mais adequado?
O debate esta aberto!
terça-feira, 12 de maio de 2009
NOVO COMERCIAL DE ADOBE
Postado por Allan Reis às 04:35
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4 comentários:
A Adobe sempre cuidou bem de sua imagem em seus comerciais, videos, etc..., e esse não foi diferente.
Com certeza Arte que Encanta, alias esse tipo de estratégia é muito usanda,"falar da marca vinculando-a outtros simbolos". No caso desse vídeo aos sonhos. Muito bem aplicada, na minha opnião pela ADOBE.
Abraços!
Acredito que o foco da campanha é gerar vínculo estratégico com o surreal, mas não um surreal impossível de se realizar que não além dos sonhos, mas possível sim através da imaginação. E se podemos usar a imaginação, por que não realizá-la através de alguns dos softwares da Adobe?! É o sonho que se torna vivo e que pode ser transmitido.
Em relação ao uso de apenas 2% da totalidade do comercial para a exposição da marca, não creio que a informação seja verdadeira. A exposição da marca está sendo feita o tempo todo, mostrando que todo imaginário é possível, naturalmente, como se mostra ao final, através da Adobe. A linguagem passa a ser o maior vínculo com a marca.
Adquira um pacote Adobe e "Bon Voyage!"
Djan Di Luiz, muito boa sua explicação sobre sonhos x possibildiades. Freud também tinha uma explicação sobre esse assunto, definindo o conteúdo do sonho como “realização dos desejos”. E a ADOBE soube usar esse gancho muito bem nesse comercial. Sobre a utilização da marca me parece ser verdadeira haja vista ser do briefingda própria ADOBE.
Obrigado pelo comentário!
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